Menino de Lagoa Seca sai da Unidade de Terapia Intensiva Infantil (UTI) com quadro de intoxicação. Ele permanece em observação no Hospital de Emergência e Trauma em CG

O menino de 7 anos, natural de Lagoa Seca, cidade da região metropolitana de Campina Grande, no Agreste paraibano, que passou mal e teve crises convulsivas depois de tomar um suco de cajá industrializado, durante o recreio numa escola particular da cidade, não corre mais risco de morte e já consegue respirar, se alimentar e conversar normalmente. O menino precisou ser entubado e respirou com ajuda de aparelhos. A criança deu entrada no hospital na última quarta-feira (19), apresentando quadro de mal-estar, vômito e convulsões.

Segundo a assessoria de imprensa do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, depois de deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nesta segunda-feira (24), a criança teve uma grande melhora e deve receber alta médica ainda essa semana. De acordo com o diretor do hospital, Geraldo Medeiros, a criança está consciente e já superou a fase crítica. Consegue conversar e relatar como se sentiu após tomar o suco. No fim da tarde, ele foi transferido para a enfermaria, onde deve permanecer em observação por mais dois ou três dias”, informou o médico.

De acordo  com informações confirmadas pelos Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox), no início da noite desta terça-feira (25), o menino tem estado de saúde estável e permanece em observação na enfermaria. Ainda de acordo com o Ceatox, o resultado do exame de sangue que vai confirmar o motivo da intoxicação deve ser divulgado nesta quarta-feira (26).

A suspeita dos médicos é de que a intoxicação tenha ocorrido depois que a criança bebeu um suco de cajá industrializado, enquanto estava lanchando em uma escola particular da cidade. O menino relatou que sentiu um gosto ruim no suco e logo após se sentiu mal. A criança chegou a ficar sedada e a precisar da ajuda de aparelhos para respirar.

Suspensão das vendas

Agência de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa) determinou a interdição cautelar nesta terça-feira, (25), suspensão da venda, em todo o estado, de um lote de suco da marca Maratá, sabor cajá, comercializado em embalagem de 200ml – Lote B 1405 07:00. 

O produto é fabricado pelas Indústrias Alimentícias Maratá, CNPJ 03.861.512/0001-30, sediada em Itaporanga d’Ajuda, no Estado de Sergipe. O lote em questão tem validade até 30 de março de 2017.

A decisão, tomada em reunião, foi publicada na edição desta terça-feira (25) do Diário Oficial do Poder Executivo. A resolução nº 003/2016 tem vigência de 90 dias. A Agevisa encaminhou orientação a todas as Vigilâncias Sanitárias municipais para que retirem o produto do mercado.

A medida, segundo a diretora-geral da Agevisa/PB, engenheira de Alimentos Glaciane Mendes, tem caráter de interesse sanitário; está lastreada nos princípios da Prevenção e da Precaução do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), e foi motivada pelo fato ocorrido em Lagoa Seca,  quando uma criança tomou o produto e, em seguida, passou a sofrer crises convulsivas na hora do recreio, em uma das escolas da cidade. Após ingerir o suco, o menino foi encaminhado em estado gravíssimo, na última sexta-feira (21), ao Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, sendo internado na Unidade de Terapia Intensiva Infantil (UTI) com um quadro de intoxicação.

O fato gerou o Boletim de Ocorrência nº 319/2016, de acordo com informação constante do Ofício nº 787/2016, da Secretaria da Segurança e da Defesa Social – 2ª Superintendência Regional de Polícia, assinado pela delegada Alba Tânia Abrantes Casimiro e encaminhado à Diretoria-Geral da Agevisa/PB.

Segundo informou a delegada Alba Tânia no ofício enviado à Agevisa, o produto foi encaminhado ao Núcleo de Laboratório Forense de Campina Grande (NULF-CG) para realização de Exame Toxicológico.

O caso foi discutido na manhã de segunda-feira (24) pela Diretoria Colegiada da Agevisa/PB.

A interdição do suco se baseou, dentre outros instrumentos legais, no que dispõe a Lei 7.069, de 12 de abril de 2002, que instituiu o Sistema Estadual de Vigilância Sanitária (Sevisa) e criou a Agevisa/PB, determinando que “cabe à Agência Estadual de Vigilância Sanitária promover a proteção à saúde da população, através do controle sanitário da produção, da fabricação, da embalagem, do fracionamento, da reembalagem, do transporte, do armazenamento, da distribuição e da comercialização de produtos e serviços submetidos ao regime de vigilância sanitária”.

Em seu art. 4º, incisos XVIII e XIX, a Lei nº 7.069/2002 autoriza a Agevisa/PB a, respectivamente, “interditar, como medida de cautela, os locais de fabricação, controle, importação, armazenamento, distribuição, transporte e venda de produtos e prestação de serviços relativos à saúde, em caso de violação da legislação pertinente ou de risco iminente à saúde”, e “proibir, como medida de cautela, a fabricação, o armazenamento, a distribuição, o transporte e a comercialização de produtos e insumos, em caso de violação da legislação pertinente ou risco iminente à saúde”.

Com assessoria

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