Eleições 2016: campanha eleitoral municipal começa em todo país nesta terça. Em Lagoa Seca os candidatos já podem realizar comícios, entre outras atividades

Com o prazo para o registro das candidaturas encerrado nesta segunda-feira (15), os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador de Lagoa Seca darão início nesta terça-feira (16) à campanha mais curta dos últimos 18 anos: 45 dias, em vez de 90. A votação acontecerá no dia 02 de outubro. A partir de hoje, os candidatos podem realizar comícios, distribuir material gráfico, organizar passeatas e carreatas.

Dois candidatos concorrem ao cargo de prefeito no município: Fábio Ramalho (PSDB) e Diego do Veleiro (PMDB). Mais de 40 candidatos a vereadores concorrem a onze vagas ao Poder Legislativo. Os eleitos assumirão seus mandatos a partir do dia 01 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro 2020, cumprindo um mandato de quatro anos.

Ao longo dos últimos dois anos, mudanças na lei eleitoral foram aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo governo. Com as modificações, as campanhas, que antes começavam após 5 de julho (conforme a Lei 9.504/97), tiveram o início adiado para depois de 15 de agosto (de acordo com a Lei 13.165/15), o que reduziu o período de 90 para 45 dias. Antes da eleição de 1998, a lei não especificava a duração das campanhas - apenas dizia que deveriam começar depois das convenções partidárias, que definem os candidatos que disputarão o pleito.

Durante as discussões da chamada “minirreforma eleitoral”, nas comissões do Congresso Nacional, tanto deputados quanto senadores defenderam encurtar o período de campanha sob a argumentação de que, para partidos e candidatos, as campanhas se tornarão mais baratas.

Para o coordenador e assessor jurídico da candidatura do prefeitável Fábio Ramalho, advogado Iankel Lucena, a redução pela metade do período de campanha se tornou um "problema" porque, na avaliação dele, os candidatos terão "dificuldades" em divulgar suas propostas em um período mais "curto" e os eleitores terão menos tempo para decidir em quem votar.

"Acho que esse tempo de campanha ficou curto, e isso dificulta não só para o candidato, que vai ter pouco tempo para divulgar as propostas, mas também para o eleitor, que vai ter menos tempo para conhecer essas propostas. Óbvio que cada candidato vai poder debater suas propostas com as comunidades, em encontros setorizados e em momentos pontuais. Haverá ainda o horário eleitoral e a campanha de rua, mas, mesmo assim, a redução do tempo geral de campanha vai dificultar", avalia Iankel.

Da redação

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