Racionamento de água em Lagoa Seca começa dia 21. O abastecimento será de 48 horas e só retorna a cada 15 dias

O gerente regional da Cagepa, Ronaldo Menezes, anunciou na última semana as mudanças na modalidade do racionamento de água de Campina Grande e mais 18 cidades abastecidas pelo Açude de Boqueirão. A mudança será realizada por causa do manancial, que está com 8,5% de sua capacidade total.

De acordo com o gerente regional, o Brejo foi dividido em dois eixos: O eixo 1, que abrange a cidade de Lagoa Seca e o eixo 2, que compreende as cidades de Alagoa Nova, Matinhas e São Sebastião de Lagoa de Roça. 

Conforme explicou Ronaldo ao Lagoa Seca Em Foco, o racionamento em Lagoa Seca será iniciado dia 21 deste mês e nas demais cidades o racionamento de água começará dia 28 de julho. O abastecimento vai ser durante 48 horas iniciando das quintas-feiras até os sábados. Por exemplo, vai se iniciar com Lagoa Seca que terá água durante 48 horas e depois de 15 dias a água voltará às torneiras da cidade.

Ele disse que a Cagepa está deixando a mesma vazão para cada eixo e que, por exemplo, Pocinhos seguirá o cronograma do racionamento da Zona 1 que será iniciado às 5h das segundas-feiras até a meia-noite das quartas-feiras.

As cidades de Queimadas, Barra de Santana e Caturité seguirão o cronograma de racionamento da Zona 2, que será realizado das quintas-feiras aos sábados.

"Todos esses horários que nós divulgamos são horários que vamos abrir a caixa de água grande para poder sair água para as redes. Mas, tudo isso começa bem antes com todo preparo. Por exemplo, nós divulgamos que é 5h da manhã que começa na Zona 1, mas nós começamos às 2h ligando as bombas em Boqueirão. Nós paramos meia-noite da Zona 1 só que para distribuição. Continua vindo água de Boqueirão tratada para que encha a adutora e os reservatórios que atendem a Zona 2, que são dois reservatórios localizados no bairro da Prata e Palmeira", disse Ronaldo.

O gerente disse que está sendo enfrentado um momento crítico e ressalta que a população que tem maior renda construiu reservatórios, porém não mudou a  rotina.

"Está chegando a uma situação que temos que aprender a mudar os nossos hábitos. A água tem que ser utilizada de maneira racional e nós temos uma cultura de desperdício, mas isso tem que mudar e a oportunidade são nas crises como essa", aconselhou.

Ronaldo falou que a Companhia se baseia em dados históricos da Aesa para fazer estimativas e a previsão é que o Açude de Boqueirão possa abastecer  Campina Grande e 18 municípios até janeiro de 2017.

Com redação

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