Cagepa vai ampliar racionamento em Lagoa Seca e mais 18 cidades da região metropolitana de Campina Grande

O racionamento de água de Lagoa Seca e outras 18 cidades do Agreste paraibano, que são abastecidas pelo açude Epitácio Pessoa, conhecido como “Boqueirão”, vai ser ampliado ainda neste mês de julho. A informação foi confirmada pelo gerente da Companhia de Águas e Esgotos do Estado da Paraíba (Cagepa), Ronaldo Menezes, e a previsão é que as novas medidas sejam adotadas a partir do próximo dia 18. 

Segundo a Cagepa, Campina Grande vai ser dividia em duas zonas. A Zona 1 vai ter abastecimento das 5h da segunda-feira até 23h59 da quarta-feira. Já na Zona 2 o abastecimento vai ser das 5h da quinta-feira até 13h do sábado. Entre 13h do sábado e 5h da segunda-feira não haverá água em nenhum local de Campina Grande.

Sistema adutor do Brejo

Ainda segundo o plano apresentado pela Cagepa, as cidades do sistema adutor do Brejo paraibano vão ser divididas em dois eixos. Na cidade de Lagoa Seca, que faz parte do eixo 1, o abastecimento vai acontecer por 48h a cada 15 dias, sendo das 13h da quinta-feira até 13h do sábado. Essa medida vai ser adotada a partir do dia 21 de junho.

No eixo 2 do sistema adutor do Brejo, que comporta as cidades de Alagoa Grande, Matinhas e São Sebastião de Lagoa de Roça, o abastecimento vai acontecer por 48h a cada 15 dias, sendo das 13h da quinta-feira até as 13h do sábado. Essa medida vai ser adotada a partir do dia 28 de junho.

Volume do açude

Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), o nível de água do açude de Boqueirão, nesta quinta-feira (7) é de 8,4% da capacidade total, que represente 34,8 milhões de metros cúbicos. Este é o pior níor nível da história do açude, desde que ele teve a primeira sangria. O racionamento de água nas cidades abastecidas pelo açude de Boqueirão acontece desde dezembro de 2014.

Volume morto

Segundo a Cagepa, o volume morto do açude de Boqueirão pode ser atingido a qualquer momento. A previsão da companhia era de que isso tivesse ocorrido em dezembro de 2015, mas o sistema adutor ainda continua eficaz. A companhia instalou bombas de captação flutuante no açude.

Água até janeiro de 2017

De acordo com o gerente da Cagepa, Ronaldo Menezes, se as condições de chuvas não melhorarem, os cálculos feitos pela companhia apontam que o açude Boqueirão deve ter condições de continuar abastecendo a população até o fim do mês de janeiro de 2017. O cálculo foi feito com base no uso de água para o abastecimento e na evaporação da água.

“Quando o nível chegar a 4,8%, que corresponde a 20 milhões de metros cúbicos, a suspensão pode ser necessária pela qualidade da água, pois ela pode ficar imprópria para consumo. Mas isto ainda não está claro, é apenas uma previsão com base nas orientações da Agência Nacional das Águas (Ana). Com o racionamento, por mês, Boqueirão está tendo uma vazão de 650 litros de água por segundo. O normal era de 1500 litros a 1600 litros de vazão por segundo, a cada mês. O cálculo da evaporação é feito com base nos dados históricos”, explicou

Qualidade da água

Para avaliar a qualidade da água do açude de Boqueirão, a Cagepa instalou sondas para aferir a presença de cianobactérias. As avaliações vão ser feitas todas as quintas-feiras em laboratórios universitários. “Estamos contactando empresas e profissionais para avaliação da qualidade da água, além de novas propostas de tratamento da água, com o melhor custo e beneficio”, disse Roaldo Menezes.

Com assessoria

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