Trabalhadores Rurais da Paraíba ocupam INSS em Campina Grande para protestar contra extinção do MPS. Líderes sindicais de Lagoa Seca participaram do ato

Trabalhadores rurais de Lagoa Seca, município do Agreste paraibano, se juntaram a outros trabalhadores de diversas regiões do estado para protestar nesta quinta-feira, 16, contra algumas mudanças na Previdência Social, propostas pelo governo interino de Michel Temer.

A manifestação começou a se concentrar por volta das 8h00 em frente à sede da Previdência Social na rua Coronel João Lourenço Porto, percorreu várias ruas do Centro de Campina Grande e terminou por volta das 11h00. O ato, denominado de O "Dia de Luta" foi organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB) e os Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs). Cerca de duas mil pessoas participaram do ato, que aconteceu de forma pacífica, mas, que interrompeu o trânsito na área central da cidade.

A pauta principal dos protestos foram contra a reforma da Previdência e a extinção dos Ministérios da Previdência Social (MPS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA); pela manutenção do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) e em defesa da democracia.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, Nelson Ferreira, "é inaceitável o que se está vendo. Não podemos admitir que após tantas lutas e conquistas, a principal delas, que garantiu a ampliação da proteção previdenciária concedida aos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, o Governo Federal juntamente com o Congresso Nacional queiram aprovar uma reforma da Previdência que vai atingir em cheio os direitos da categoria, como por exemplo, a proposta de se estabelecer uma idade mínima única de 65 anos para a aposentadoria para homens e mulheres, trabalhadores rurais e urbanos, quando hoje, a mulher do campo se aposenta com 55 anos e o homem, com 60”, destacou Ferreira.

Outra afronta aos trabalhadores, de acordo com Nelson Ferreira, é a extinção dos Ministérios da Previdência Social e do Desenvolvimento Agrário. “Acho que o MPS é um dos únicos ministérios que arrecada o suficiente para sobreviver. Não achamos justo que, em nome das dificuldades financeiras que passa o país, os Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, que não têm culpa de nada, sejam os mais atingidos”, finalizou.

Da redação

0 comentários: