Eleições 2016: mais uma opção de partido. O PPL chega para entrar na disputa pela Prefeitura de Lagoa Seca

O empresário José Adauto Gonçalves de Veras, conhecido pela população do município de Lagoa Seca, como "Adauto da Lanchonete" assumirá, nos próximos dias a presidência do Partido Pátria Livre (PPL).

Segundo informações, existe a possibilidade da união do Partido Pátria Livre (PPL) com o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB) do pré-candidato a prefeito Bola Coutinho, podendo resultar na indicação do nome do vice na chapa encabeçada pelo ex-prefeito.

O diretório municipal do Partido Pátria Livre (PPL) já conta em seus quadros mais de 70 filiados. Alguns já manifestam a intenção de concorrer a uma vaga na Câmara municipal - Casa Napoleão Coutinho.

Sem muito alarde, o Partido Pátria Livre (PPL) tem avançado nas articulações para as eleições municipais deste ano em Lagoa Seca, buscando crescer no município. A sigla partidária poderá ter como pré-candidato à Prefeitura, o empresário Adauto Veras, que diz está aberto ao diálogo com todos os diretórios ou comissões promissoras de partidos legalmente constituídos no município.

"Não temos dificuldades em conversar com ninguém, pois, queremos construir propostas consistentes que possam levar Lagoa Seca a avançar em todas as áreas, com mais destaque para saúde, educação e segurança", disse Adauto Veras. 

De acordo com José Adauto Veras, o projeto político do PPL seguirá cinco pontos considerados básicos que servem como guia para seus dirigentes e filiados, inclusive, para disputar as eleições deste ano em vários municípios brasileiros. De acordo com Veras, estes pontos que serão vinculados com a situação de cada município em que disputarão as eleições são: o fortalecimento do mercado interno, para geração de mais emprego e maiores salários; redução de juros; desenvolvimento de tecnologia de ponta, a conquista da "economia plena"; e saúde e educação igual para todos.

Em Lagoa Seca, o partido já se organiza para as eleições deste ano. Para o presidente municipal da sigla existe a possibilidade da sigla apoiar outros partidos, sem citar nomes. “Não teremos problema em apoiar candidatos e partidos que tenham afinidade com o nosso programa e vice-versa”, disse Adauto Veras. 

Segundo o estatuto do partido, a sigla “se orienta pelos princípios e pela teoria do socialismo científico. Ele forma os seus filiados no espírito da independência, da soberania, do coletivismo e da solidariedade internacional entre os trabalhadores e os povos de todos os países.” 

Trajetória 

O Partido Pátria Livre (PPL) é um partido político do Brasil. Foi fundado em 21 de abril de 2009 e registrado na Justiça Eleitoral em 3 de outubro de 2011. Seu número eleitoral é 54 e suas cores são o verde e o amarelo. Possui cerca de 30 mil filiados no país, sendo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Ceará os estados onde o PPL tem mais membros. Seu espectro político atual consiste na esquerda e no nacional-desenvolvimentismo. Faz parte, junto com outros partidos da esquerda brasileira, do Foro de São Paulo. Edita o jornal Hora do Povo. Desde 2013, doze municípios do país já são administrados por prefeitos da sigla. Desde outubro de 2012, o partido também já tem uma cadeira no Senado Federal.

A criação do PPL foi impulsionada por membros do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), uma organização revolucionária, de esquerda radical e guerrilheira, surgida em 1969 com o fim da Dissidência Guanabara (dissidentes do Partido Comunista Brasileiro do Rio de Janeiro) e que a partir dos anos 1980 passa a atuar como uma ala do Movimento Democrático Brasileiro (atual PMDB).

O projeto político do PPL baseia-se num forte nacionalismo, referenciado até em Tiradentes. O partido defende o modelo de nacional-desenvolvimentismo. Faz um balanço positivo dos governos de Getúlio Vargas (do antigo PTB) e de Luis Inácio Lula da Silva (do PT). Em contrapartida a sigla faz maiores críticas aos governos de Fernando Henrique Cardoso (do PSDB). Nos últimos tempos, o PPL foi se afastando cada vez mais do governo federal, por diversas críticas à administração de Dilma. Nas eleições presidenciais de 2014, o PPL apoiou a candidatura de Marina Silva (na época filiada ao PSB e hoje à Rede Sustentabilidade) à presidência e aconselhou o voto nulo no segundo turno.

O presidente da sigla é Sergio Rubens de Araújo Torres, personagem importante dentro do MR8 na luta pela liberdade nos últimos tempos e ex-secretário do movimento. 

Da redação

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