Ação planejada: bandidos invadem residências de moradores na zona rural de Lagoa Seca

Morar no interior da Paraíba não é mais sinônimo de tranquilidade. Antes considerado um local ideal para quem queria viver afastado de problemas dos centros urbanos, as cidades pequenas passaram por transformações e também estão enfrentando problemas relacionados com a violência. Em Lagoa Seca, município localizado na região metropolitana de Campina Grande, no Agreste do Estado, assaltos e invasões à residências têm ocorrido com frequência. Só nos últimos 15 dias, cerca de dez residências foram invadidas e uma agência dos Correios assaltada na cidade.

Na noite desta terça-feira, 07, mais duas famílias viveram momentos de terror no sítio Retiro, zona rural do município. De acordo com as vítimas, os bandidos chegaram em motocicletas, armados com espingarda 12, que, aos gritos e ponta pés, invadiram os imóveis, arrombando as portas das casas com chutes. Pelo menos 10 pessoas foram vítimas dos criminosos que agiram encapuzados e de forma articulada. Durante mais de 30 minutos, os ladrões fizeram ameaças e chegaram a agredir as pessoas. Eles fugiram levantando celulares, dinheiro, joias e outros pertences. As residências invadidas ficam próximas uma da outra.

Nos últimos seis anos, a violência tem aumentado significativamente na cidade, e os moradores vivem assustados. Na zona urbana, as casas estão com os muros mais altos e portões fechados. Na na zona rural, vários proprietários estão colocando grades nas portas e janelas para evitar os constantes roubos.

Segundo os moradores da zona rural, nos últimos anos várias pessoas estão sendo assaltadas nas estradas e tendo suas casas invadidas por assaltantes violentos e fortemente armados. Geralmente os bandidos agem em duplas e utilizam motos de cor preta. A polícia quando chega, não pode fazer mais nada. Falta rondas na zona rural, reclamam.

O problema de segurança da cidade não está apenas na zona rural. O comerciante Rildo José Borges, de 35 anos, que há 30 anos trabalha com o pai em um ponto comercial na área central da cidade, relatou que o estabelecimento já foi arrombado oito vezes. “Nunca fomos abordados durante o horário de trabalho, mas nos últimos anos já aconteceram oito arrombamentos, onde os bandidos entraram pelo teto e levaram tudo”, disse. O comerciante destacou que a Polícia Militar da cidade é presente e tem feito o que pode para manter a segurança da cidade, entretanto, o efetivo é pequeno para atender a zona urbana e rural.

Da redação

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