Eleições 2016: PDT rachado em Lagoa Seca: com decisão de Pessoa em apoiar Fábio Ramalho, dissidentes buscam integralidade da legenda

A decisão do integrante mais importante da comissão provisória do PDT (Partido Democrático Trabalhista), vereador Ednaldo Araújo, que vem a ser também presidente do Poder Legislativo municipal, em apoiar o nome de Fábio Ramalho (PSDB) na corrida à sucessão municipal desse ano, parece que deixou uma ferida aberta entre os demais integrantes da sigla partidária em Lagoa Seca.

O anúncio de seu posicionamento político deu-se, neste domingo, 15, no 'Encontro das Oposições', em que foram anunciados os nomes dos pré-candidatos tucanos, que encabeçam a chapa de oposição nas próximas eleições no município.

De um lado, alguns filiados defendiam candidatura própria do partido, inclusive, já havia sido anunciado - que o vereador Pessoa seria o candidato a prefeito pelo PDT - ou, que, na hipótese do partido não vir a ter candidato, o entendimento que se tinha internamente, era de que os pedetistas estariam construindo um nome que estivesse alinhado com o grupo do governador Ricardo Coutinho (PSB) e da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) e, de quebra, que fosse um nome que saísse dentro das hostes da legenda socialista, partido, à nível local, dirigido por aliados do prefeito José Tadeu Sales de Luna.

Diante desse imbróglio que paira sobre o PDT em Lagoa Seca, o agrupamento de partidos políticos que giram em torno de uma candidatura - ainda a ser definida – dentro do grupo do prefeito Tadeu buscam agora intervir na decisão do parlamentar. Ou seja, o grupão da situação já fala em reaver o partido em sua integralidade e buscam dialogar com o presidente estadual da legenda, deputado federal Damião Feliciano, no sentido de rever a posição do vereador Pessoa. 

“Vamos buscar a direção estadual do partido para contornar a situação, tentar trazer de volta o vereador Pessoa, caso não faça o caminho de volta, que venha a legenda. Além da direção estadual, buscaremos, se for o caso, líderes ligados ao governador Ricardo Coutinho e da vice-governadora, Lígia Feliciano, para que o PDT fique dentro de nosso projeto político, que é o de apoiar um nome que saia desse ajuntamento político, do qual defendemos e não abrimos mão”, relatou um dos dirigentes pedetistas.

Enquanto a questão não é resolvida o partido segue rachado e com contradições em seu discurso. O estatuto do PDT diz que a executiva municipal tem plenos poderes de decisão sobre as condições e formas de apoio. Ou seja, a decisão da executiva municipal é soberana e irrevogável. Sendo assim, como mostra o cenário atual, diante de uma decisão monocrática de um dos seus integrantes, o imbróglio continua. 

Aguardemos, portanto, as cenas dessa novela que ora tem início, cujos próximos capítulos estaremos narrando por aqui.

Da redação 

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