Cobertura do Capítulo das Esteiras: A ousadia de construir o futuro na esperança

Não basta olhar com gratidão o passado e reconhecer os dons do presente. É preciso olhar o futuro com esperança. Neste sentido os frades foram convidados a buscarem perceptivas de vida e de pastoral junto do povo de Deus nos últimos dias do Capítulo das Esteiras. Para provocar novas respostas aos apelos atuais, a tarde do terceiro do Capítulo contou com a presença de dom Carlos Antônio, MSC, bispo da Diocese de Caicó, estado do Rio Grande do Norte.

A esperança e a ousadia foram a tônica das palavras de Dom Antônio Carlos. Recordando o Papa Francisco na convocação do Ano da Vida Consagrada, ressaltou que a alegria deve ser o primeiro sinal dos consagrados. “Onde estão os religiosos, aí está a alegria”, relembrou.

A partir de fatos e casos do dia-a-dia, dom Antônio provocou os frades presentes no Capítulo das Esteiras a vislumbrarem seu futuro com esperança. Na associação do Jubileu da Misericórdia e do Ano da Vida Religiosa, que se encerra no próximo dia 2 de fevereiro, percebe oportunidade para uma maior humanização. “O Ano da Misericórdia é um ano que nos convida a olharmos a nossa fragilidade, seja humana, seja numérica” apontou o bispo.
Como também é religioso e exerceu serviço de ministro provincial em sua congregação, D. Antônio Carlos trouxe questionamentos que percebe na vida religiosa ainda hoje: os irmãos que deixam a vida consagrada para ingressar no clero diocesano; os vínculos rompidos em fraternidades; a racionalização de Deus; a identificação da vida com os cargos e funções; o envelhecimento infeliz, entre outros.

Mesmo assim, dom Antônio não considera que a crise seja um momento para desespero, mas sim uma oportunidade. Alertou, por sua própria experiência, que “quando não se deixa o espírito conduzir pelo amor, seremos conduzirá pela dor. É preciso crescer na esperança daquele que é razão de nossa esperança”.

As palavras do religioso prelado foram provocativas, mas sobretudo animadoras. Apontam para a necessidade de uma renovação, que nasce da ousadia de voltar as periferias com a alegria do Evangelho, como afirma o Documento final do Capítulo Geral OFM.

Com redação

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