Marcha das Mulheres: cinco mil mulheres saem às ruas de Lagoa Seca em defesa da vida e da agroecologia

Cerca de cinco mil agricultoras e lideranças rurais se reuniram, nessa quinta-feira (12), em Lagoa Seca, na 6ª edição da Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia. Além da participação das mulheres do Polo da Borborema, a Marcha também recebeu caravanas vindas de várias regiões da Paraíba que compõem a Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), o Coletivo Estadual de Mulheres do Campo e da Cidade, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra da Paraíba (MST-PB) e o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTTC), entre outros movimentos de mulheres.

A Marcha é um momento de denunciar  desigualdades sociais e a violência contra mulher. É também a expressão da luta por direitos e por relações de gênero mais justas na agricultura familiar. Em todos os anos, o ato marca o encerramento de uma série de eventos municipais. Busca-se ainda valorizar e dar a visibilidade às estratégias de superação encontradas pelas mulheres e afirmar seu papel na construção do projeto agroecológico para a região.

“A marcha vem se reafirmando num espaço importante para se refletir as desigualdades presentes nas vida das mulheres, que sempre tiveram seu trabalho sempre desvalorizado. Então há uma rede de mulheres integrantes da marcha que debatem alternativas para se combater essas dificuldades que as mulheres sofrem tanto físicas quanto psicológicas”, afirmou Maria Leonia Soares Coordenadora do polo da Borborema e presidente dos Trabalhadores Rurais de Massaranduba.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, Nelson Ferreira, a marcha já faz parte do calendário de mobilização social da Paraíba, pois simboliza a luta cotidiana das mulheres.“Nós não só apoiamos a 6ª edição da Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, como fizemos questão de, junto de órgãos do governo discutir uma pauta que tratasse da geração de políticas públicas para as mulheres, como a criação de uma agroindústria a partir do banco de sementes aqui em nosso município. A iniciativa visa aproveitar a produção de milho orgânico e nativo dos pequenos agricultores para a produção de cuscuz. 

Dentre os vários momentos fortes do evento, a marcha foi encerrada com uma mística, que trouxe a valorização das mãos das mulheres, mãos que colhem, que plantam, que benzem, que semeiam. Várias mulheres subiram ao palco segurando os símbolos do seu trabalho ao som da música “Terra, vida, esperança” de autoria de Jurandir da feira, eternizada na voz de Luiz Gonzaga, interpretada por Sandra Belê e acompanhada pelo sanfoneiro Lucas Carvalho. Foram lançadas sementes na plateia, numa forma simbólica de semear a mensagem da Marcha nas comunidades de onde cada um e cada uma veio.

Com assessoria

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