Programa de agricultura sustentável é lançado e convênio do Ecoforte Redes é assinado em Lagoa Seca...

Nessa quarta-feira, 08 , foi realizada cerimônia de assinatura do Projeto Rede de Agroecologia na Borborema, sob coordenação da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia na sede do Banco Mãe de Sementes, em Lagoa Seca, município localizado na região metropolitana de Campina Grande, Agreste da Paraíba.

O momento contou com a presença dos ministros Laudemir Müller, do MDA, Diogo de Sant’Ana, ministro em exercício da Secretaria-Geral da Presidência da República, do Secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, Geovanne Martins Ferreira e Antônio Gilmar de Freitas representando a Fundação Banco do Brasil, Francisco Oliveira, representando o BNDES, autoridades locais, além dos agricultores, agricultoras e lideranças do Polo da Borborema, de representantes da AS-PTA, da ASA Brasil e da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

No território da Borborema, o projeto será desenvolvido em parceria com um conjunto amplo e diversificado de organizações da agricultura familiar que fazem parte do Polo da Borborema e entidades de assistência técnica e extensão rural, ensino e pesquisa voltadas à promoção do desenvolvimento rural a partir da perspectiva agroecológica.

Após a cerimônia de assinatura do projeto, as autoridades visitaram a feira de produtos e experiências da agricultura familiar montada no local e interagiram com os agricultores e agricultoras do Polo da Borborema.

Müller também visitou a Escola Família Agrícola que está em construção na zona rural do município de Lagoa Seca. Os recursos utilizados na construção da escola são da Ação de Apoio à Infraestrutura em Territórios Rurais (Proinf). Ao todo, o MDA disponibilizou R$ 550 mil para a concretização do projeto que vai atender crianças e adolescentes filhos de agricultores e assentados da reforma agrária da região.

Convênio do Ecoforte Redes é assinado


Durante o evento, aconteceu a assinatura do convênio do primeiro projeto do edital Ecoforte, na região Nordeste. O objetivo é atender cerca de 950 famílias da região com um montante de recursos de R$ 1,274 milhão.

O Ecoforte integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Brasil Agroecológico), e apoia projetos voltados à intensificação das práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica.

O total de recursos financeiros não reembolsáveis previsto para apoio a projetos selecionados neste primeiro edital é de R$ 25 milhões. Foram selecionados 18 projetos nacionais e três em cada região, num total de 33 propostas que visam a promoção da agroecologia, do extrativismo e da produção orgânica. O resultado final foi publicado na última segunda-feira (6).

Esses recursos a serem investidos são oriundos da Fundação Banco do Brasil, do Fundo Amazônia e do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O valor máximo do investimento por projeto é de R$ 1,25 milhão.

Laudemir Müller, ministro do Desenvolvimento Agrário, destacou que esse repasse de recursos para os agricultores dos municípios da região irá reforçar a agricultura familiar.

"Com a aprovação desses projetos nós queremos ampliar a produção agroecológica, estimulando a produção de sementes", declarou o ministro. "A produção de alimentos mais saudável e mais limpa, será bom para que produz e melhor ainda para quem consome", concluiu.

O coordenador da Eco Borborema, Orlando Soares, apontou que a agricultura familiar ainda é vista com desconfiança por parte da população. Segundo ele, sem a conscientização do consumidor, os agricultores permanecerão apenas atuando em áreas restritas ao plantio dos alimentos. “Nós esperamos que, com esses recursos, nossos produtos cheguem mais longe, já que falta conscientização da sociedade para consumi-los", disse.

Para participar da iniciativa, os projetos devem ter por finalidade a promoção de benefícios a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e indígenas, bem como a suas organizações econômicas, tais como empreendimentos rurais, cooperativas e associações.  O prazo máximo para a sua execução é de 24 meses.

Da redação,
com assessoria/AS-PTA

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