Avanço da cochonilha do carmim preocupa famílias agricultoras de Lagoa Seca...

O avanço da praga da cochonilha do carmim no Agreste da Paraíba, aonde está localizado o município de Lagoa Seca , está preocupando as famílias agricultoras e deixando em alerta as organizações rurais e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca. O município nos últimos anos já registrou a presença da doença. A Cochonilha do Carmim (Dactylopius opuntiae) é considerada a principal praga dos plantios de palma forrageira e já se espalhou por vários estados do Nordeste. Além do estado de Pernambuco, sua origem no Brasil, já atingiu Ceará, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte. Na Paraíba, a cochonilha já está no Sertão, Cariri e agora na região do Agreste. Segundo a Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), no estado a praga já devastou mais de 100 mil hectares de palma, causando um prejuízo de cerca de 500 milhões de reais.

A praga se espalha facilmente através do vento e também pelo transporte de palma e de animais que venham de regiões afetadas. Por isso, Nelson Ferreira, presidente do Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, chama a atenção para alguns cuidados: “é necessário observar o pelo dos animais e, ao comprar palma de regiões afetadas, analisar também o carregamento. Em caso de compra de palma para os animais de regiões onde já houve o ataque a cochonilha, é bom nunca plantar raquetes dessa palma de origem desconhecida”, alerta.

Nelson Ferreira explica ainda que a palma atingida pela cochonilha não afeta a saúde dos animais, e as raquetes contaminadas podem ser oferecidas às criações: “nesse caso, a recomendação é de retirar a raquete afetada e colocar num saco plástico bem fechado, só retirando no momento de alimentar os bichos. O procedimento de coleta das raquetes deve ser feito todos os dias, a fim de dificultar o avanço da praga”, conclui.

Diante da situação, o STRLS já está se organizando para enfrentar o problema: “nós começamos a discutir com os agricultores e agricultoras várias estratégias para enfrentar o avanço da praga, como a realização de reuniões nas associações comunitárias rurais para discutirmos  como se prevenir da praga e como fazer para tratar”, afirma Ferreira.

Cochonilha do Carmim - Parente das cigarras e dos pulgões, a cochonilha do carmim é um pequeno inseto que se alimenta das seivas das plantas. É possível identificar quando surgem pequenas áreas arredondadas recobertas de flocos brancos de aparência cerosa que se mantêm praticamente estáticos. Depois de atacadas, as raquetes começam a apresentar manchas e a murchar. Logo em seguida, a planta perde vigor a ponto de morrer. As manchas brancas são na verdade colônias do inseto, que ao serem pressionadas, liberam um líquido vermelho, usado como corante pelas indústrias, daí o seu nome “carmim”. A variedade da praga trazida para o Brasil produz um corante de péssima qualidade, sem valor comercial.

Um fator importante para o controle das cochonilhas é o equilíbrio do ambiente e a presença de inimigos naturais como percevejos, joaninhas, moscas e alguns fungos. Assim, prefira consorciar seu campo com outras espécies forrageiras nativas ou adaptadas como gliricídia, leucena, angico, aroeira, cardeiro, xique-xique, macambira, catingueira etc. além da galinha, que também gosta de se alimentar do inseto.

Da redação,
com assessoria

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