Lagoa Seca sedia oficina "A Feira de Campina Grande Sob a Ótica da Xilogravura de Josafá de Orós"...

Terá, início nesta terça-feira, 30, na Casa da Cultura Mestra Paulina Diniz, localizada na rua Antônio Borges da Costa, Centro, como atividade do projeto “A Feira de Campina Grande Sob a Ótica da Xilogravura de Josafá de Orós", patrocinado pelo Fic - Augusto dos Anjos, a oficina de Introdução a Xilogravura

Apesar do curso já ter completado o número de inscritos, o oficineiro Josafá anuncia que, em breve, haverá outras oportunidades para que o público interessado participe. 

A oficina acontece sempre pela manhã na Casa da Cultura Mestra Paulina Diniz, tem o patrocínio do Fic – Augusto dos Anjos e o apoio das secretarias de Educação e de Cultura da Prefeitura Municipal de Lagoa Seca, bem como do Ponto de Cultura Ypuarana e Rádio Comunitária Ypuarana FM.

Ao explicar todo o processo de construção da xilogravura, Josafá de Orós, diz que a xilogravura começa a partir da gravação em relevo que utiliza a madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. Para fazer uma xilogravura é preciso uma prancha de madeira e uma ou mais ferramentas de corte, com as quais se cava a madeira de acordo com o desenho planejado. É preciso ter em mente que as áreas cavadas não receberão tinta e que a imagem vista na madeira sairá espelhada na impressão; no caso de haver texto, grava-se as letras ao contrário.

Continua Orós: depois de gravada, a matriz recebe uma fina camada de tinta espalhada com a ajuda de um rolinho de borracha. Para fazer a impressão, basta posicionar uma folha de papel sobre a prancha entintada e fazer pressão manualmente, esfregando com uma colher ou mecanicamente, com a ajuda de uma prensa.

Josafá destaca ainda que, a xilogravura é uma técnica bastante simples e barata; por isso se presta tão bem às ilustrações das capas dos folhetos de cordel. Para termos uma idéia desta simplicidade, basta saber que os gravadores nordestinos fabricam suas próprias ferramentas de corte com pregos e varetas de guarda-chuva, por exemplo, para conseguirem diferentes efeitos no desenho. “É exatamente isso que pretendemos repassar para nossos oficineiros, aqui em Lagoa Seca”, finalizou.

Josafá de Orós, genial e talentoso artista plástico, ensaísta, poeta e xilogravurista, cearense de nascimento, mas, paraibano por adoção, reside atualmente em nosso município. É assessor técnico da secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Lagoa Seca. 

Da redação

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