Delegado acusado de extorsão nega prática criminosa e advogado espera liberação...

O delegado Júlio Ferreira de Lima negou, nesta segunda-feira, 25, que tenha tentado extorquir um casal de comerciantes em Campina Grande.

O policial, visivelmente abatido, afirmou que recebeu a ligação de um homem solicitando que ele fosse até a rua Teixeira de Freitas, no Bairro São José, em Campina Grande, para receber um dinheiro e entregá-lo ao seu filho.

Júlio Ferreira contou que estava de plantão na Central e se dirigiu para as Malvinas quando recebeu o telefonema. “Quando eu cheguei ao local, que o homem combinou, desci do carro e fui receber o dinheiro. Neste momento o delegado Marcos Paulo Vilela chegou, deu voz de prisão e fui detido”, comentou.

Júlio Ferreira disse que o filho é despachante do Detran e o dinheiro, que ele não soube informar a quantia, era referente a algum serviço prestado pelo filho. “Espero que tudo seja esclarecido, pois eu e meu filho fomos vítimas de uma armação. Tenho 26 anos de Polícia Civil, sou um homem correto em minhas ações”, disse.

Júlio Ferreira foi detido no último sábado, 23 e está recolhido no 2º BPM, em Campina Grande. Ele já foi delegado de Lagoa Seca e seus familiares residem na cidade.

O delegado Marcos Paulo Vilela, por sua vez, afirmou que foi procurado pelo casal, duas semanas antes. O casal informou a Vilela que estava tendo um problema com a negociação de um veículo e o delegado teria feito ameaças.

O advogado Afonso Villar, que defende o delegado Júlio Ferreira, disse que está entrando com um pedido de fiança e garantiu que o dinheiro pertence ao filho do policial.

Com redação

0 comentários: