Poder público e entidades da sociedade civil organiza de Lagoa Seca provem ato em favor da Cultura de Paz


Ciente do papel da educação no combate a violência, a Secretaria de Educação de Lagoa Seca promove, nesta sexta-feira, 1º de novembro, um ato público denominado 'Caminhada pela Paz', com concentração às 15h00, na Praça da Matriz, Centro. Os organizadores da manifestação prometem tomar as ruas da cidade e pedem que todos os moradores participem do evento, levando cartazes, faixas, bolas e lenços.  Todos devem está vestidos de branco, cor símbolo da paz.

De acordo com os organizadores do manifesto, um dos objetivos da caminhada será o de sensibilizar a população para a cultura de paz e, ao mesmo tempo, alertar as autoridades quanto ao clima de insegurança e violência que reinam no município.

"A iniciativa pela realização da 'Caminhada da Paz' se dá exatamente em função dos últimos atos de violência praticados em nosso município, alguns resultantes em homicídios", disse Tânia Barbosa, diretora da Escola Irmão Damião Clemente, que relembra o assassinato do aluno Lucas Araújo da Silva, 12 anos, morto com dois tiros nas costas numa tentativa de assalto na madrugada da última quinta-feira, 24.

"O nosso inesquecível Lucas Araújo passa a ser o símbolo da não violência em nossa comunidade. Nossa luta continuará e ele será sempre lembrado como um mártir inocente e indefeso da violência que vem acontecendo em Lagoa Seca", completa a professora Tânia Barbosa.

Participar deste evento é o mínimo o que as pessoas do “bem” devem fazer pela promoção paz. "A paz do mundo começa em mim. Essa luta é de todos nós, a paz está em nossas mãos”, comentou a jovem estudante Talita, 13 anos, moradora da Vila Ipuarana, comunidade da zona rural de Lagoa Seca que tem registrado vários casos de violência contra seus moradores.

Participam ainda como organizadores da 'Caminha pela Paz' em Lagoa Seca diversas entidades da sociedade civil organizada e governo municipal.

Pai de Lucas condena descaso do poder público no combate à violência

Ainda muito chocado, o agricultor Paulo Silva, 42 anos, pai de Luca, que já confirmou presença na ‘Caminhada pela Paz’, juntamente com seus familiares e amigos disse que não acredita nas autoridades que estão no poder e nada fazem pela segurança do cidadão.

“Gente, pelo amor de Deus, é preciso acabar com tanta violência. Enquanto esses políticos engravatados não deixarem de aprovar projetos em benefícios próprios, nunca o povo humilde terá vez nesse País”. Segundo ele, “se os deputados, os senadores, os governadores, os prefeitos, os vereadores não fizerem projetos em favor do povo, nós vamos continuar sofrendo”, alertou.

No dia do sepultamento de Lucas, ainda no Cemitério de Lagoa Seca, o senhor Paulo Silva assim clamou aos prantos: “Por que eles não me mataram em vez de acabar com a vida de meu filho, um inocente que só queria me ajudar no sustento de nossa família? Lucas não era somente um filho, ele era nosso porto seguro, desabafou”.

Por Hélder Loureiro

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