Museu faz tributo à cultura indígena em Lagoa Seca...

O Convento Ipuarana, localizado na cidade de Lagoa Seca, região metropolitana de Campina Grande, abriga o Museu do Índio. Aberto há apenas um mês após um longo período fechado. O museu é o único do gênero no estado da Paraíba. Ele é fruto de diversas expedições realizadas pelos missionários franciscanos que residiam no convento ao estado do Pará.

Com um rico acervo de cerca de 1200 peças indígenas que vão desde peças de cerâmica, objetos de palha, colares de miçangas e sementes, peles de animais como sucuri, onça entre outros o local atrai centenas de visitantes nacionais e estrangeiros todos os anos como acrescentou a responsável pelo local Edite de Oliveira Santiago” o público que mais frequenta o museu são alunos em excursões das escolas, mas recebemos turistas do mundo inteiro. Recentemente recebemos a visita de um grupo de 29 jovens de diversas nacionalidades como indianos, japoneses e americanos”.

O Museu do Índio foi um projeto do Frei Fernandes hoje já falecido e de mais vários outros freis que assim como ele partiram em missão ao estado do Pará com o objetivo de auxiliar os povos indígenas das regiões do sul e do norte do estado já fronteira com o Suriname respectivamente os Munduruku e os Tirío a manterem vivas suas culturas.

Após um longo período de aquisição de peças um convênio com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) no ano de 1978 permitiu catalogar e reunir as peças dando origem no ano de 1996 ao que hoje é o Museu do Índio de Lagoa Seca. Mesmo não havendo nenhuma peça das tribos indígenas da região o local hoje já faz parte do roteiro cultural e turístico da cidade. E recebe visitas durante todo ano de pessoas como a estudante Jéssica Gregório que em visita ao local destacou a importância do museu, ”mesmo não sendo peças dos índios da nossa região cultura é cultura e tem sua importância não importa qual seja sua origem”.

O local funciona de segunda a sexta-feira, das sete horas ao meio dia. A taxa cobrada para visitar o museu é de 2 reais. Mais informações pelo telefone: 3366-1204.

Da redação

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