Na escola Agrícola de Lagoa Seca: estudo sobre destilador solar em evidência do programa PIBIC

Pesquisadores do Centro de Ciências Agrárias e Ambiental da Universidade Estadual da Paraíba, em Lagoa Seca, Agreste da Paraíba, desenvolveram um destilador solar econômico destinado a fornecer água para consumo humano às famílias de pequenos agricultores rurais da região. A pesquisa está sendo desenvolvida por alunos da Escola Agrícola Assis Chateaubriand, sob a coordenação do professor Francisco José Loureiro Marinho, inserido no Programa de Iniciação Científica Júnior do Ensino Médio, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq).

O projeto tem como objetivo estudar a viabilidade tecnológica e econômica de um destilador solar que utiliza material reciclável para obter água apropriada ao consumo dos pequenos agricultores do Semiárido paraibano e transferir a tecnologia para comunidades da zona rural. O esquema de destilador solar proposto consiste de uma caixa de alvenaria (pintada em preto fosco) para abastecimento do sistema, de 0,5 m3 elevada a 60 cm do chão para evitar respingos e sujeiras vindas do solo, com uma divisória interior também de alvenaria e interligada por tudo de PVC (24,5 mm); uma boia servirá para regular a altura da lâmina de água no interior do evaporizador/condensador.

A caixa de entrada será ligada a uma tubulação de 20 canos de PVC (24 mm de diâmetro e 6 m de comprimento), revestida com garrafas PET e caixas Tetra Pak, todas pintadas em preto e interligadas em disposição paralela, em um total de 20 unidades que servirá como coletor da energia solar para o aquecimento da água bruta (coletor solar). Esse sistema de canos, garrafas PET e caixas Tetra Pak será isolado do solo e, após às 16h00, bem como durante todo o período noturno, as garrafas (pretas) ajudarão a preservar por mais tempo a temperatura da água no interior dos canos. De acordo com os resultados parciais da pesquisa, devido ao gradiente térmico, é possível aumentar o volume de água destilada.

O coletor solar é interligado à caixa construída em alvenaria (com revestimento em pedra) com 4m2 de área (elevada 40 cm do chão para evitar contaminações biológicas), também pintada de preto fosco e isolada termicamente, onde ocorrerá o processo de destilação da água. A água após condensada será conduzida através de canaletas (dispostas nas laterais dos vidros até um tanque de pedra, usado para o resfriamento dos canos e um recipiente de plástico que receberá água destilada.

Para os pesquisadores, é fundamental que o projeto cumpra a sua função social com êxito, sendo indicadores importantes a sua aceitabilidade e sustentabilidade ao longo do tempo, no seio das comunidades rurais dos agricultores e suas famílias. Para isso, serão realizadas ações de sensibilização e de educação ambiental e para a saúde, durante o período de implantação dos modelos pilotos, através de oficinas e seminários nas comunidades rurais beneficiadas com os destiladores e com a técnica de desinfecção da água com luz solar.

Com assessoria

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