Ipuarana: sete décadas de caminhada histórica em Lagoa Seca e adjacências

Há 70 anos, os pés dos missionários da Ordem Franciscana pisaram, pela primeira vez, no chão de Lagoa Seca, município distante apenas sete quilômetros de Campina Grande. A data exata foi 28 de janeiro de 1940. Durante as sete décadas seguintes, eles fincaram raízes e ajudaram a formar centenas de religiosos. Desde que foi fundado, o convento vem se destacando no trabalho de promover as vocações cristãs. Além disso, hoje ele sedia encontros religiosos de grande importância para a comunidade católica. Vários eventos, como a Assembleia Diocesana de Pastoral, acontecem no Ipuarana. 

O frei José Carlos Fernando lembra que, no princípio, a ideia dos frades franciscanos alemães era transformar o colégio em um espaço para incentivar os jovens a descobrir a vida religiosa. No local funcionou o Seminário Seráfico de Santo Antônio, no período de 1942 até 1971. Durantes esses 29 anos, formou mais de 3 mil alunos. Segundo o religioso 15% dos jovens que estudaram no convento se tornaram padres. Outros viraram bons profissionais em diversas áreas. 

O convento é uma referência para católicos de todo o estado, funcionando como um centro de encontros e convenções. O local pertence à Província Franciscana Santo Antônio do Brasil e é o maior convento desta província no Nordeste. O complexo, como costuma chamar o frei Fernando, é formado pelo Convento Santo Antônio, a Casa Porciúncula e o Colégio, além do Museu do Índio. A Ordem dos Frades da Província de Santo Antônio já teve muitos frades queridos da população brejeira, a exemplo dos freis Artur e Canísio, este último, especialista em plantas medicinais e que ajudava muitos moradores da área. Os dois viveram durante anos no Convento Ipuarana de Lagoa Seca e realizaram obras missionárias marcantes. 

Da redação

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